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Relatos de Parto
Rosana Araújo

 

Relato de parto do Gabriel

Em 03 de junho de 2006 eu vivi uma das experiências mais maravilhosa, encantadora e transformadora da minha vida até hoje: o nascimento de meu filho Gabriel.

A CONCEPÇÃO
Em Agosto de 2005, eu e meu esposo passávamos por um momento difícil de nossas vidas. Ele saiu de um emprego ruim, pensando em montarmos um negocio próprio que acabou não dando certo, e por este e outros motivos, estávamos tendo dificuldade de nos entender.

Já tínhamos 2 filhos: a Sarah de 3 anos e o Rafael de 1 ano, e foi quando ele resolveu que tentaria conseguir seu visto para trabalhar no Japão... e eu concordei...

No inicio do mês de setembro deveria vir minha menstruação, e isso não ocorreu, logo vieram os sintomas de sempre: sonolência, fome aumentada e libido a mil, e eu disse ao meu esposo: to grávida! E é um menino!!!

Como eu já tinha vivido 2 gravidezes e já tinha sentido os sintomas de "menino" e "menina" (rs) logo percebi que seria outro menino...

A SEPARAÇÃO (MOMENTANEA!!!)
Meu marido não deu muita atenção porque não achava que fosse verdade preparou os documentos e solicitou o visto...

Quando a gravidez se confirmou ele ficou triste em pensar que nosso filho poderia nascer sem que ele estivesse a meu lado, mas aceitou o fato, pois ele estava buscando melhores condições para nossa família.

Em Dezembro ele foi embora e eu passei o fim de ano com meus pais e meus filhos, o que para nós foi uma barra!

O RECOMEÇO POR UM PARTO NATURAL
Em janeiro começou a minha luta por meu parto normal. Entrei pra lista de parto "Materna" novamente (tinha saído da lista quando ganhei meu segundo filho) e renovei meus contatos com a Ana Cris e a VN que se propuseram a me ajudar a REALIZAR MEU SONHO!!!

Fiz uma consulta com a VN e ela aceitou realizar meu parto domiciliar.

O PRÉ-NATAL
Minha DPP era 09/05/06, fiz meu pré-natal com o Dr. Siu no hospital SEPACO na Vila Mariana e em paralelo fiz algumas consultas com a VN (pra quem não conhece ela é uma parteira espetacular que tem + de 30 anos de experiência, enfermeira obstetra formada e muito conceituada, pra ter certeza é só fazer uma busca na net...)

E assim se passaram os meses de uma gestação tranqüila e saudável, sem muito aumento de peso e nem sequer um dia de pressão alterada, até que o cansaço foi aumentando, aumentando... o stress do ir e vir do trabalho, as crianças estavam mais sensíveis e dengosas (acho que já sentiam o irmão por vir)...

A LICENÇA-MATERNIDADE
Em 05 de maio eu resolvi pedir minha licença-maternidade ao meu médico, pois segundo "seus cálculos", meu bebe deveria nascer no dia 09 daquele mês.

Como passou o dia que ele havia calculado, voltei para fazer mais uma consulta na semana seguinte, dia 11, foi minha ultima consulta com o Dr. Siu.

Ele achava que eu teria meu bebe naquele hospital (na verdade eu não contei nada a ele sobre minhas vontades para o parto, até tentei, mas como ele foi muito taxativo de que era quase impossível um parto normal para mim, fiz o acompanhamento e os exames pelo convenio, e só cumpri a rotina de pré-natal mesmo, sem nenhum vinculo) me deu uma carta para cesárea e me falou que como não tinha dilatação e nenhum sinal de TP, e já tinha passado da DPP, meu bebê estava com quase 3 kg e mais um monte de bla bla bla, disse que eu deveria voltar ao hospital no dia seguinte e fazê-la, mal sabia ele...

Fui pra casa meio confusa, mas falei pra mim mesma que só faria a cesárea se fosse realmente necessária e que eu esperaria a hora do meu bebê.

A LONGA ESPERA E A PRESSÃO DA FAMILIA
Passou-se uma semana... veio o dia das mães e minha mãe veio ficar comigo... Como não tinha nem sinal de nada, fui com ela pra Salesópolis, onde ela mora, e fiquei no sítio uma semana, mas nada aconteceu.

Voltei para casa no dia 18 de maio e a V. foi em casa no dia 19. Examinou-me e me falou: ta tudo parado Rosana... nem sinal!

Daquele dia em diante, intensifiquei minhas orações ao "Altíssimo" e pedia para suportar a pressão da família, que a esta altura já começava a me questionar o que eu faria se meu bebê morresse por causa da minha "teimosia".

Embora eu soubesse que todos estavam zelando pela minha vida e do meu filho, não era fácil agüentar a pressão, eu chorava, chorava, mas com a graça divina, me controlava.

Daí eu resolvi refazer minhas contas, contar as semanas de gestação pelo ultimo ultra, tentar achar a data da concepção, ver meu DUM, etc...

Para a minha surpresa, meu ultimo US apresentava uma defasagem de datas (eu não havia percebido isso antes e meu médico também não mencionou) minha DPP correta era dia 24/05/06!!!

Foi ai que eu fiquei mais tranqüila, embora a pressão da família continuasse...

Passou dia 24, 25, 26, 27, 28, 29 (nesse dia eu fiz uma correria danada, pois foi aniversário de casamento de meus pais, no fim do dia saiu meu tampão e achei que logo as coisas começariam a acontecer, mero engano) 30 e 31 até que...

OS PRIMEIROS SINAIS
01 de Junho de 2006 - Fui a uma "lan house" e fiz um apelo pra lista (materna) para começarem a orar por mim, pois estava desacreditando...

Neste mesmo dia lá pelas 19 horas senti a primeira contração forte de verdade e comecei a chorar de alegria...

Naquele dia faziam 3 anos que minha avó materna tinha falecido e eu fui à missa com a minha mãe orar... Coloquei-me na presença de Deus e comunguei a Jesus-Eucaristico pedindo-lhe forças para o que viria...

Dormi pouco à noite, senti algumas contrações na madrugada e veio a sexta-feira ...

02 de Junho de 2006 - Fui na clinica fazer um US com Doppler que a V. tinha me pedido para saber como estava o fluxo de sangue na placenta e no bebe, e estava tudo normal. Claro que o medico que fez a ultra ficou espantado por eu "ainda estar esperando" e ainda me fez um terrorismo "básico": "Olha seu bebe tem uma circular de cordão, vai levar esse exame logo pro seu medico pra ele fazer uma cesárea hoje!!!" (kkkkkkkk) eu ria por dentro...

Esse dia eu tive poucas contrações durante o dia, dei uma faxina na casa e fui dormir exausta umas 22 horas, lá pelas 23:50 acordei e comecei a sentir fortes contrações de 10 em 10 minutos e liguei pra V. que logo veio me ver... Ela chegou já eram 2:30 do dia 03...

E FINALMENTE...
03 de Junho de 2006 - a V. chegou, me examinou e constatou:

"Você tem 3cm de dilatalação, e ainda vai demorar um pouco Rosana.

Engraçado que seu bebê há uma semana atrás estava baixo, agora não está mais..."

Eu fiquei sem entender se aquilo era bom ou ruim, mas não me preocupei, eu tinha toda a confiança que daria tudo certo e confiava muito na V. também. Ela mesma me disse em uma de nossas consultas que, caso houvesse algum risco perceptível para mim ou para o bebê ela logo me avisaria e iríamos para o hospital mais próximos.

Então fomos dormi um pouco: eu, minha mãe, minha irmã caçula, meus 2 pequenos e a V.. Nos apertamos pra dormir num único cômodo, que é minha sala-quarto, em um bi-cama e um sofá, isso foi muito engraçado, mas ao mesmo tempo foi muito legal ver o sacrifício delas para estarem ali comigo e me ajudar.

Durante a noite, tive poucas contrações, mas já um pouco doloridas.

Pela manhã acordei com o telefonema do meu esposo, que sabendo que o TP tinha começado quis me dar um apoio emocional mesmo estando longe (Japão).

Eram umas 9h da manhã. Tomamos café e conversamos um pouco... eu queria que o TP evoluísse logo, mas as contrações eram de 15 em 15 minutos e bem suportáveis...

A V. me disse que não queria atrapalhar a rotina da família e que ainda ia demorar um pouco pra evoluir, disse que iria visitar uma parturiente que havia parido há poucos dias e que se a "coisa" apertasse, eu ligasse para ela. Disse-me para que em cada contração ficasse de "quatro" para não forçar a barriga.Que eu me alimentasse bem e tomasse bastante liquido.

Logo que ela saiu às contrações começaram a ficar de 10 em 10 minutos, depois de uma hora de 7 em 7, depois de 5 em 5 e eu já comecei a pedir pra minha irmã me massagear as costas, pois estava doendo um bocado.

A Sarah e o Rafael que tinham ido brincar na casa da tia vieram almoçar e a minha "atenta" filhinha percebeu, mesmo sem eu dizer nada, que o irmãozinho estava pra chegar e me disse:

"Mamãe você vai para o chuveiro? Então leva uma cadeira e faz igual a gente viu no filme de parto que a AC emprestou, pro Gabriel nascer logo tá bom?"

Isso me fez perceber como minha filha (e a família) tava crescendo...

Eram quase 13h e eu pedi pra minha mana ligar pra V. e pedir para ela voltar, e fui tomar um banho para aliviar.

Fiquei uma hora debaixo do chuveiro, pulando numa "bola de parque" e as contrações melhoram muito. (Claro que o ideal seria uma bola suíça ou mais conhecida como bola de parto, mas eu tava sem grana, e a bola de parque tinha sido de graça, e já que ela me agüentava...rs)

Saí do chuveiro e fiquei uma meia hora sem contrações fortes, até que elas começaram novamente.

A V. chegou eram umas 14:30h, e eu já estava chorando...

Um pouco pela dor, mas muito mais de alegria, por saber que dali algumas horas eu teria mais um filhinho nos meus braços e desta vez de forma natural do jeitinho que eu sempre sonhei...

Ela fez um toque e eu estava com 5 cm, me fez uma super massagem e me enrolou nas cobertas em cima de uma tartaruga enorme de pelúcia que tenho em casa, foi uma maravilha...

Relaxei tanto que cheguei a cochilar entre as contrações...

Fiquei ali uma hora, mais ou menos, até que a posição começou a me incomodar.

Levantei e pedi ajuda a minha irmã, as contrações eram de 3 em 3 minutos, a V. me passou uns exercícios, que eu, completamente sem coordenação motora, tentava repetir. Meu Deus, eu nem imaginava que era tão atrapalhada!!! (rs)

Minha irmã tentava me ajudar, mas a gente mais "ria" do que fazia os exercícios.

A hora passou que eu nem percebi, já eram quase 19hs e a V. me perguntou se eu queria ir para o chuveiro, e eu fui mais do que depressa...

Lá era maravilhoso!!!

Como relaxava e alivia a dor com a "bola de parque" e a água quente do chuveiro, fiquei lá por uma hora...

Quando sai minha prima Fabiana havia chegado e o ambiente já estava todo preparado: as roupinhas do bebe, toalhas, os apetrechos da V., cobertor e etc...

A V. fez mais um toque e eu estava com 8 cm eram umas 20hs.

Ela me disse para eu me agasalhar bem e assim o fiz.

Fez-me uma massagem muito boa e novamente me enrolou nas cobertas.

Comecei a suar e tremer muuuuuuuito e a cada contração a V. massageava meu cócix, essa foi a famosa: FASE DE TRANSIÇÃO.

Depois de uma hora mais ou menos me levantei e me senti revigorada, as sensações de tremor passaram e eu comecei a fazer exercícios. A sede apertou e eu bebia muita água, minhas idas no banheiro aumentaram também, teve uma hora que começou a saírem jatos involuntários e ate pensamos que tinha sido a bolsa, mas não era.

Comecei então a urrar e a bater os pés fortemente no chão, que me faziam liberar o medo e a tensão (inclusive alguns gases também... kkkk).

Em seguida a V. fez mais um toque e a dilatação já estava total.

Ela me pediu para ficar deitada de lado e levantar a perna de cima com o joelho no sentido do queixo, e segurá-la quando viesse a contração.

Nessa hora foi "punk"...

Meu Deus, como doía...

Eu gritei que o quarteirão inteiro escutou!!! (grito agudo, da forma errada, nessa hora deveria fazer os urros!)

A Fátima e a Fabiana é que seguraram minha perna, pois eu não conseguia conter o impulso, e ao invés de puxar a perna, empurrava.

A V. me pediu para ajudá-la, pois estava atrapalhando seu trabalho, fazendo o movimento contrario, mas eu comecei a ficar com medo da dor...

Veio mais uma contração e a V. pediu: "Segura a perna Rosana!" e eu não conseguia, parecia que eu estava me rasgando toda...

***Nesse momento fiquei com muito, muito medo da dor, mas a V. com toda sua sabedoria soube me trazer de volta a minha realidade, fez um "teatrinho" e me disse pra dizer o que eu queria de verdade... Se eu queria realizar o MEU SONHO ou desistir e ir para o hospital... Nessa hora minha irmã e minha prima foram FUNDAMENTAIS para me lembrar tudo aquilo que eu sempre disse para elas e principalmente NÃO ME DEIXEM DESISTIR! Suas palavras de apoio e incentivo me fizeram acordar de um transe no qual eu estava lá na Partolândia***

Tudo o que eu queria era ter meu bebê em meus braços...

Respirei fundo e pedi a elas, que até ali estavam do meu lado, que não me abandonassem...

Veio mais uma contração e a quando a V. tentava fazer uma manobra, a bolsa estourou, foi um banho em todo mundo...

Pedi a ela para ficar em outra posição, pois aquela pra mim estava insuportável!!!

Ela sugeriu que eu ficasse de quatro e assim foi.

Eu não sentia os puxos ainda, mas tentava fazer força, daí a cabeça do Gabriel coroava, e voltava pra dentro denovo...

Mais uma contração e ele vinha.... e voltava...

Minha mãe começou a ficar desesperada e saiu nessa hora para o quintal, minha irmã também...

Os puxos começaram e foram umas 5 ou 6 contrações, mas eu me sentia esgotada, e não tinha forças para pô-lo para fora...

Tentamos outras posições, mais algumas contrações, e nada...

Eu pedi a Deus forças, pois as minhas tinham acabado totalmente...

Nessa hora pedi que minha prima (a única que agüentou ficar comigo e a V.) segurasse minha mão...

Fiquei de quatro e apertando suas mãos, senti uma força maior, pensei no meu esposo que nesta hora estava comigo em pensamento e com certeza em oração, e senti a cabeça do meu bebe sair, mais um pouco de força e V. falando: "Não pára Rosana, não pára, vem Gabriel vem" e ele saiu completamente.

Apenas ouvi seu chorinho e logo louvei e agradeci a Deus, pois a força MAIOR foi dada por Ele...

Peguei meu pequeno, já de olhos abertos e pude vê-lo pela primeira vez...

Como era bom poder olhar pra ele todo enrugado, ainda com o cordão a pulsar, sem ninguém entre nós, nada de procedimentos invasivos, o quarto à meia luz, tocava uma musica de louvor no radio... Ele me olhava como se já me conhecesse...

Ele ficou ali... à meu lado por um tempo conversando com o olhar...

Todas choramos de emoção!!!

Até a V. que eu pensei que depois de tantos anos nem chorasse mais!!!

Minha mãe voltou com a minha irmã e logo a placenta saiu.

Ela (mãe) cortou o cordão quando parou de pulsar e minha irmã tirou umas fotos...

Não tive laceração, não levei ponto nenhum, nem injeção para o útero contrair (que a V. me disse que talvez precisasse) não foi necessário...

Meu Gabriel nasceu as 22:38h, de um parto 100% natural, pesando 3,420kgr e com 52cm (detalhe: com circular de cordão e com a mãozinha no queixo, por isso estava alto... rs)

Logo vieram outras primas, irmãs, tias, meus filhos, e fizemos uma pequena festa com pizza e coca-cola até as 2:30 da manhã...

Eu comi um pratão de arroz com feijão!!!

MEUS AGRADECIMENTOS
Primeiro a Deus, todo-poderoso, que me fez perfeita e com a capacidade de parir e que foi a minha rocha nos momentos de angústia...

A VN que é: meio mãe, meio psicóloga, meio parteira, meio profeta e meio doula... (meio brava também... rs brincadeirinha).

Ao meu marido Cleber, que mesmo longe, acreditou, orou e esteve comigo no coração.

A Fátima, Fabiana e Mamãe que me deram uma suuuuuper força!

A Sandra e Jonas meus irmãos que cuidaram dos meus filhos durante o TP...

A Ana Cris, pois sem ela e o Materna eu jamais teria conhecido tudo o que sei sobre parto.

A Ruth que me ligou e me deu a maior força com sua estória, a Luiza Naked e a Cíntia (sua prima) também e a Gisele também.

Ao Dr. João medico da empresa em que eu trabalho que também me deu a maior força.

E a todos que durante meu TP estiveram em oração: Madrinha Nisa, Marta, Fernanda, D. Vera, Ricardo (que cuidou da Kakau), Papai, Padrinho, Eliana, Rosangela e todos os outros. (desculpe se esqueci de citar alguém, é que são tantos nomes,... rs).

Mil beijos
Deus abençoe a todos!!!

Rosana Araujo da Silva Oshiro
rosanaoshiro@yahoo.com.br

Abreviaturas/Glossário:
AC = Ana Cris (mantenedora da lista materna_sp@yahoo.com.br sobre partos)
TP = Trabalho de Parto
DPP = Data Provável do Parto
DUM = Dia da ultima menstruação
US = ultra-som
FASE DE TRANSIÇÃO = nessa fase, que é quando se está de 7 pra 8cm, a mulher sente calafrios e o cansaço pesa muito, geralmente, muitas mulheres desistem do parto normal ai, por achar que não suportarão mais...

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